quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O QUE VOU DIZER SOBRE HOJE, 31 DE AGOSTO DE 2016?



O QUE VOU DIZER SOBRE HOJE, 31 DE AGOSTO DE 2016?
Enquanto historiador fui vencido, pois não consegui nestes anos todos criar uma conscientização nas pessoas que foram minhas alunas tornando-as mais esclarecidas e menos propensas à manipulação das elites que sempre extorquiram, violentaram, roubaram e exterminaram as camadas populares deste país. 
Enquanto cidadão fui vencido, pois meu voto, não valeu para nada, acreditei em um projeto e ele foi derrubado por 61 X 20 votos. Reconheceram que a presidenta Dilma é inocente: golpe político!
Enquanto teólogo da libertação fui vencido, pois as pessoas querem acreditar na teologia da prosperidade, onde o próximo tem que ser mercadoria, tem que gerar lucro: as 30 moedas de prata ainda fazem um grande estrago hoje em dia (triste ver gente das Igrejas apoiando este golpe!).
Porém, a História continua...infelizmente, hoje, ela repete 1964...
Vocês que acreditam piamente que o crime compensa, haverão de cair...cedo ou tarde.
Vocês não sabem o que fizeram ao torcerem pela volta da ditadura militar e por este golpe em andamento.
Vocês não sabem a sentença de morte que assinaram.
Não há perdão para traidores: os que fizeram o golpe e os que apoiaram!
Haverá choro e ranger de dentes!
Enquanto ser humano...continuarei acreditando na esperança e na construção de um outro mundo novo e possível.
Toda grande tragédia tem um único lado bom: a possibilidade de poder recomeçar, revendo os erros que nos levaram àquela tragédia.
É o momento de reavaliar toda a caminhada. 
O que está em jogo é o extermínio de todo um projeto de esquerda no Brasil e na América Latina.
Está em jogo um neo-colonialismo encabeçado pelos estadunidenses.
Fica evidente que partido político não representa o povo brasileiro, só representa a si próprio.
Vou dizer todos os dias até o fim: foi golpe...foi golpe...foi golpe!
Fica claro que a Teologia da Libertação será útil e necessária, mais do que nunca.
Vou para a rua com minha cabeça erguida e com minha velha camisa vermelha, com o rosto de um guerrilheiro, e uma cruz no peito, não sei se serei um alvo da direita raivosa orgulhosa do golpe, ou apenas serei um utópico real que desde o início não desistiu de lutar por mudanças radicais em favor do povo mais simples que não tinha direito à saúde, à educação, à moradia e que está vendo com dor no coração todas as conquistas irem pelo ralo.
Fica evidente que lutar com todas as forças é preciso; mesmo que para isso se perca uma ou várias vidas!

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