quinta-feira, 15 de maio de 2014

ASSESSORIA PAROQUIAL: UMA ATIVIDADE NECESSÁRIA E ESQUECIDA!

ASSESSORIA PAROQUIAL: UMA ATIVIDADE NECESSÁRIA E ESQUECIDA!



Emerson Sbardelotti Tavares[1]

É preciso que Ele cresça, e eu diminua (Jo 3,30).
Assim falou João Batista ao se referir a Jesus de Nazaré. Este trecho do texto bíblico é de suma importância para quem deseja servir como assessor paroquial, acompanhando grupos de jovens (Pastorais da Juventude, Crisma, Catecumenato).
Qual é o papel do assessor paroquial? Qualquer um pode ser assessor paroquial? É preciso ter vocação para ser assessor paroquial? Quem escolhe o assessor paroquial? Tem que fazer curso? Quais são as opções que o assessor paroquial deve fazer? 
Estas perguntas são constantes e não querem calar!
Assessoria é um ministério, é uma vocação. Não é uma etapa a ser cumprida no processo de educação da fé, ou um prêmio que você recebe por serviços prestados a Igreja ou por ser amigo do sacerdote. A assessoria não acontece por acaso, ela faz parte do discernimento que nasce no momento da militância, no momento em que se caminha no meio e com a juventude.
O papel de um assessor se dá no acompanhamento ao grupo de base, no desenvolvimento de uma temática, na valorização e exaltação do protagonismo juvenil, nas dicas e sugestões para possíveis projetos de vida, na silenciosa humildade de descobrir e despertar novas lideranças e o principal: escutar mais e falar menos.
Para ser assessor é preciso ter vocação; portanto, nem toda pessoa consegue reunir condições para tal serviço. Há um caminho a ser percorrido. Exige tempo, escuta de si mesmo, testemunho na e da comunidade, perseverança e humildade, compromisso com o Povo no meio em que está inserido.
O assessor não está aí para mandar; está para escutar e levar uma palavra de aconchego e acalanto nas horas de crise e nos momentos de dor; levar o abraço, o sorriso e a festa nos momentos de alegria e nas horas de conquistas. Deve, junto com o grupo, agradecer pelos erros e bendizer pelos acertos.
O assessor não é o coordenador, não pode nem deve ser. Ele está a serviço das coordenações que possuem a última palavra. São serviços diferentes. São níveis de doação diferentes.
Na maioria das vezes, num processo democrático, o assessor é indicado, seja pelo grupo, pelas coordenações paroquiais, de área, forania, zonal, vicariatos, diocesanas, regionais e nacional, conforme a necessidade de cada um. É um processo seletivo. E devem ser observados inúmeros detalhes, os mais comuns são: tempo de caminhada nas Pastorais da Juventude (PJ, PJE, PJMP, PJR), na comunidade, na paróquia, disponibilidade, compromisso com os Pobres, idade, etc. É feita uma lista, onde os nomes indicados são consultados; após uma resposta positiva dos mesmos se começa a preparação. Muitos falam de curso, eu prefiro a palavra capacitação. Esta capacitação pode durar no mínimo dois anos e no máximo três anos, não é uma regra a ser seguida, mas, essencial, onde serão trabalhadas questões de teologia, filosofia, sociologia, história, ética, pastoral, ecumenismo, pluralismo religioso, dinâmicas de grupo, etc. Nem todos os indicados irão exercer o ministério da assessoria junto às coordenações paroquiais de área, forania, zonal, vicariato, diocesanas, regionais e até nacional; porém, neste texto, damos prioridade aqueles que poderão exercê-lo na base: grupo e paróquia. A preparação e a capacitação são necessárias, precisamente estando dentro das cinco dimensões da pessoa humana.
 O assessor tem que fazer opções sim! E bem claras! Principalmente aquele que irá trabalhar com os grupos de base. E a opção primeira de um assessor paroquial é o seguimento radical de Jesus de Nazaré. É o ponto fundante de sua mística: seguir Jesus de Nazaré!
Já dizia Monseñor Romero: “...El seguimiento radical de Jesús significa seguir lo en los pobres. “Todo lo que hacen a uno de estos mis hermanos pequeños a mí me lo hacen” (Mt 25). En el rostro sufriente de los pobres encontramos hoy el rostro de Cristo. La verdadera espiritualidad cristiana tiene su piedra de toque en la opción preferencial por los pobres...”[2].
Insisto em dizer que no seguimento a Jesus de Nazaré precisamos ter na mente e no coração as últimas palavras de João Batista no Evangelho de João: “Ele deve crescer, eu diminuir” (3,30).Esta frase deve nortear a caminhada do assessor no serviço de acompanhamento aos grupos de base ou na explanação de temáticas. É para toda a Vida! Ao viver esta frase, o assessor nunca irá se deixar levar pela tentação de ser “o maioral”, “o chefe”, “o sabe-tudo”, “aquele que tem a última palavra”.
O assessor paroquial tem que ser um verdadeiro profeta. Tem que ter o cheiro das ovelhas que acompanha. E todo profeta antes de falar, ele escuta; esta é a grande virtude de um profeta. Esta é a maior virtude de um assessor.
Os falsos profetas não escutam a voz de Deus, muito menos a voz do Povo, a voz dos Jovens, a voz dos Pobres.
O falso assessor não escuta ninguém, carrega o grupo nas costas, não assume a defesa da Vida.
O verdadeiro profeta anuncia, denuncia e ameaça, carregando dentro de si as palavras do Evangelho, as ações pedagógicas e libertadoras do Moreno de Nazaré.
A mística e a espiritualidade de um assessor paroquial não se dá apenas no trabalho pastoral, mas preferencialmente na oração cotidiana.
Oração é oração.
Oração não é mística.
Oração não é espiritualidade.
Oração é oração.
O assessor paroquial tem que ser uma pessoa de oração, de fé e vida, de íntima ligação com as causas do Reino.
Os verdadeiros libertadores ensinam a libertar caminhando junto, fazendo junto as ações e as orações.
Como deveria ser a oração diária de um assessor paroquial?
Não há uma fórmula mágica. Cada um irá descobrir o seu ponto de equilíbrio, o seu experimentar Deus no dia a dia da comunidade e no meio da juventude.
Sem oração, o assessor paroquial não é nada.
No seguimento radical a Jesus de Nazaré, é preciso saber orar e orar sempre. Cada um no seu tempo, do seu jeito, irá fazendo esta ligação com o Pai. O caminho é árduo. Exige concentração, dedicação, despojamento e humildade: - “ Fala, pois teu servo escuta” (1Sm 3,11).
A oração nos torna íntimos de Deus e da comunidade.
Um assessor que faz sua oração cotidiana tem coragem de dar a vida pelas causas do Reino nas causas do Povo .
Há três grandes virtudes que devem estar presentes em um assessor paroquial, sem que pra isso ele tenha que falar ou mostrar:

1a. DIAKONIA – o serviço humilde, discreto e silencioso, que faz por si o questionamento em relação à sociedade que oprime e exclui.
2a. KOINONIA – a comunhão com a juventude, com os pobres, sendo o menor entre eles.
3a. MARTÍRIA – doar a vida pela opção evangélica pelos pobres e pelos jovens, defendendo-a e anunciando-a sem medo, pois se há perseguição é por que se está no verdadeiro caminho.

São atitudes que são adquiridas com o caminhar junto à juventude, junto as comunidades. Se planto oração, colherei oração e ação: fé e vida.
Escutar é o verbo que mais se usa neste itinerário .
Escutar, escutar, escutar...
Você, assessor paroquial, já fez sua oração de hoje?
Sim ou sim?
Pessoalmente, costumo rezar o Ofício Divino das Comunidades, o Ofício Divino da Juventude e o Ofício Divino dos Mártires da Caminhada, mas o método da Leitura Orante da Bíblia é indispensável neste itinerário místico e pastoral.
Frei Carlos Mesters me disse uma vez que “ao iniciar a Leitura Orante da Bíblia, você não vai estudar; não vai ler a Bíblia para aumentar conhecimentos nem preparar algum trabalho apostólico; não vai ler para ter experiências extraordinárias. Vai ler a Palavra de Deus para escutar o que Deus lhe tem a dizer, para conhecer a Sua Vontade e viver melhor o Evangelho de Jesus Cristo”.
Mas qual deveria ser o texto bíblico a ser lido (1o. passo), meditado (2o. passo), orado (3o. passo) e contemplado (4o. passo)?
Tenho alguns textos que venho meditando, ruminando, percebendo a profundidade de cada um e tentando vivê-los no dia à dia. A tarefa é árdua; estes textos, um para cada dia da semana, não terá problema nenhum em mudar a ordem:

• Jo 3, 22 – 30 (domingo)
• Sl 25 (segunda)
• Is 50, 4 – 8 (terça)
• Jo 8, 1 – 11 (quarta)
• Lc 24, 13 – 35 (quinta)
• Jo 21, 1 – 17 (sexta)
• Mt 21, 23 – 32 (sábado)

Quatro perguntas que devem estar na mente e no coração sempre que usar o método da Leitura Orante da Bíblia:

A - O que diz o texto? (leitura)

B – O que o texto me diz? (meditação)

C – O que o texto me faz dizer a Deus? (oração)

D – O que Deus me diz para fazer? (contemplação).

O assessor paroquial sem oração não serve para ser assessor. Se não reza um pouco por dia, não serve para a assessoria. Se faz necessário rezar pelo menos meia hora por dia. Em qualquer lugar, aproveitando qualquer oportunidade.
Estando alimentado e fortalecido do Espírito de Deus, o assessor paroquial sai ao encontro dos grupos de jovens. Se fazendo companheiro de caminhada. Na maioria das vezes se colocando sempre por último, ajudando às escondidas, caminhando nas sombras, mas se fazendo sentir sua presença no profético silêncio.
Quando sai do grupo de assessores em 2007 na Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, o fiz, por uma imensa necessidade de estar conectado ao que dava sentido a minha caminhada: estar junto com as juventudes da paróquia de origem.
Eu já havia caminhado tanto, participado de quase toda a estrutura, seguido todo o processo de educação na fé, já estava inclusive militando num partido político, e todo aquele caminhar tinha me dado muita sede.
Era hora e momento de voltar para a fonte e saciar minha sede.
O serviço na assessoria arquidiocesana também foi muito importante em minha formação humana, mas eu sentia e falava isso com os outros assessores: “Nós precisamos voltar para nossas paróquias de origem para bebermos da fonte que de lá emana. Ouvir e caminhar com a juventude que lá está. Não dá para estar somente na estrutura enquanto as bases estão abandonadas, sem acompanhamento, sem troca de experiências. Eu preciso voltar e escutá-los, aprender tudo de novo com a juventude que está na paróquia”!
A maioria me chamou de doido. E uns dois me deram razão. Esses dois que estiveram ao meu lado e compreenderam profundamente que aquele era o melhor caminho a se tomar; realizam trabalhos maravilhosos em suas paróquias. São queridos pela juventude e respeitados pelos sacerdotes que lá passam e se tornaram referência nas atividades com as juventudes.
Esta reflexão que você agora está lendo, nasceu de conversas com jovens que estiveram no I Encontro Nacional de Juventudes e Espiritualidade Libertadora. Jovens que ainda militam na PJ, mas que já não são mais coordenadores e que conscientemente se colocam a serviço da juventude na assessoria; e que por conta de inúmeros compromissos, aceitaram a difícil tarefa de ser assessores paroquiais. Eles sabem que o cenário de Igreja, mesmo com os sinais de abertura do Papa Francisco, não está nada bom para o lado das pastorais sociais e das comunidades eclesiais de base. Há muita difamação e desrespeito com o trabalho realizado por elas. Em um daqueles intervalos eu ouvia a conversa de dois jovens que estavam pensando em propor um Encontro Nacional de Assessores Paroquiais. Achei bacana a ideia; porém, eu disse a eles: “Olha, já existe o Encontro Nacional de Assessores”! 
Eles me retrucaram dizendo: "Sabemos disso, mas nós assessores paroquiais não somos convidados para este encontro. Os  assessores que são convidados para estes encontros são apenas os diocesanos, os regionais e os nacionais. E nós que de fato estamos nas bases, porque não somos convidados? Porque estamos sendo excluídos”? Eu não soube o que responder para aqueles rapazes.
Confesso que esta pergunta me deixa inquieto e me faz pensar: qual será o motivo de esquecerem dos assessores paroquiais? Será que a experiência, todo o trabalho desenvolvido antes nas estruturas e agora na paróquia de origem não seria por si só, motivo para estarem também partilhando as conquistas e derrotas numa encontro nacional, com pessoas vindas de todo o país?
Acredito que seja possível sim. No 13º. Intereclesial das CEBS, em Juazeiro do Norte-CE, em janeiro de 2014, foi reunido num ginásio de esportes mais de 5 mil pessoas. O I Encontro Nacional de Juventudes e Espiritualidade Libertadora reuniu em Fortaleza-CE 400 pessoas. O Congresso Continental de Teologia, que aconteceu em outubro de 2012 na UNISINOS – RS, reuniu mais de 700 pessoas vindas do Brasil e do Continente Americano.
Tudo isso acontecendo a partir de um planejamento sério. De parcerias fechadas. De temas escolhidos a partir de uma necessidade comum.
É uma maldade dizer que não há condições para se fazer um encontro desses por falta de espaços e hospedagem.
Há espaços e nosso povo das comunidades gostam de receber as pessoas!
Será preciso querer realizar este Encontro Nacional de Assessores Paroquiais, como espaço de debate, de crescimento mútuo, de troca de experiência de assessores que estão nas bases, que acompanham os grupos de jovens nas paróquias.
Pelo que entendi da proposta dos dois jovens, esta proposta não é minha, estou apenas abrindo a discussão, abrindo o debate, não está se fazendo oposição ao que já existe e se estabeleceu, mas se quer abrir uma nova frente de debate, para que suas vozes sejam ouvidas. Eles me disseram que irão propor isso em suas dioceses de origem. Sei de algumas dioceses que já realizam este trabalho de uma vez por ano, ou de dois em dois anos, um encontro de assessores paroquiais, numa semana de trabalho ou aproveitando um feriado prolongado. Acredito ser muito válida esta proposta. O que vem para somar na caminhada pastoral não deve ser vista ou entendida como competição, mas como causa justa.
Eu acredito que muitos assessores paroquiais irão fazer coro se esta ideia for disseminada e aparecerão inúmeros locais para realizar e famílias para acolherem estes assessores paroquiais.
Eu acredito que a Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB não se colocaria contrária e apoiaria, como acredito que este apoio virá em primeira mão das Coordenações das Pastorais da Juventude do Brasil e também dos Movimentos de Juventude espalhados pelas paróquias, desde que fosse organizado com bastante antecedência, por uma equipe de assessores paroquiais, um de cada diocese, pelo menos para pensar como se daria tudo isso. É válida a proposta e possível de ser realizada, é só querer realizar.
Como diria Raulzito: “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade (Prelúdio – Gita, Philips, 1974).
É preciso acreditar sempre no nosso potencial, nos nossos sonhos. E fazer as coisas acontecerem. Juntos somos mais.
E será bonito demais o nosso encontro de irmãos.
Vamos espalhar esta ideia?
Será um momento histórico na caminhada, momento de muita oração e de vida.
D. Pedro Casaldáliga, um dia em sua casa, me disse que “o caminho se faz caminhando, e no caminho se tem a oração, que dá força para caminhar”.
E todos os dias quando eu me levantava e ia me banhar, lá estava ele, sentado num banquinho, aproveitado de um tronco de árvore, na capela, do quintal de sua casa, concentrado, de olhos fechados, rezando e aguardando o povo se ajuntar para a reza do Ofício Divino das Comunidades. Isso me marcou muito!
Ele talvez não saiba, mas me inspiro muito nele e em seu testemunho de radicalidade no seguimento à Jesus Cristo, na defesa da Vida, e na opção evangélica pelos pobres.
Rezo por ele e sei que quando pode reza por mim também.
Aprendi a ser um ser humano melhor, um assessor melhor, escutando e rezando junto com D. Pedro Casaldáliga; acredito que esta seja a mística da caminhada: escutar a Deus para que Ele cresça e eu diminua.




[1] Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Autor de O Mistério e o Sopro – roteiros para acampamentos juvenis e reuniões de grupos de jovens. Brasília: CPP, 2005 (www.cpp.com.br). Autor de Utopia Poética. São Leopoldo: CEBI, 2007 (www.cebi.org.br). Assessor para as áreas de Mística e Espiritualidade, Teologia da Libertação e Juventude. Correio eletrônico: est_capixaba@yahoo.com.br.
[2] “...O seguimento radical de Jesus significa segui-lo para os pobres. "Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram" (Mt 25). O rosto de sofrimento dos pobres, hoje, são o rosto de Cristo. A verdadeira espiritualidade cristã tem sua base na opção preferencial pelos pobres..."

2 comentários:

Unknown disse...

Caro amigo e irmão de caminhada,

Gostaria de lhe parabenizar pelo oportuno texto sobre a figura particular do/a assessor/a que vive seu ministério junto às paróquias e grupos de base.

Claro que muito (ou tudo) do que você escreve em termos de “papel” é (ou deve ser) comum aos assessores/as das outras instâncias. No entanto, o mérito do seu texto é chamar a atenção para a importância desta figura.

Sinto apenas que seja a partir de uma “restrição”, que na realidade acaba existindo devido às várias instâncias que temos e não por decisão deliberada da organização do encontro. O que acontece é que nos eventos nacionais as “vagas”, ao passar pela estrutura fazem o “caminho” que, talvez não seja o mais adequado, ou seja, primeiro pelo regional, depois diocese, às vezes áreas/foranias/vicariatos... e, só então, paróquias e grupos.

E em um encontro com apenas 5 vagas por regional de fato é muito possível que no “caminho” feito as “últimas” (que talvez deveriam ser as primeiras) instâncias não sejam “contempladas”, ou até mesmo que nem fiquem sabendo...

Estive no último encontro nacional de assessores/as em 2012 pela CRA do Regional Nordeste 5 e de fato não saberia dizer quantos dos/as participantes daqueles encontros estavam atuando exclusivamente nas paróquias e grupos de base...

Por isso, acredito que o seu texto serve para nos lembrar (em especial as instâncias competentes) que, mesmo com limitações “estruturais”, jamais deveríamos esquecer aqueles/as que estão mais próximos do dia a dia dos grupos de base, que são a essência de toda a nossa enorme estrutura pastoral e de todas as instâncias.

Começo a me questionar se, após chegar à comissão regional de assessores/as, não estaria na hora de ser humilde o suficiente para fazer o “caminho de volta” à comunidade que primeiro me apresentou a pessoa e a proposta de Jesus Cristo.

Um fraterno abraço!

Joilson

Poeta Emerson disse...

Obrigado amigo Joilson. Que esta reflexão ajude outras pessoas a fazerem o caminho de volta à comunidade que primeiro apresentou a proposta libertadora do Moreno de Nazaré. Comigo foi assim!
Abraços com fraternura.